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Archive for Junho, 2015

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LITERATURA

Gore Vidal – Kalki

Gore Vidal – Creation

Margaret Atwood – Maddaddam

Rui Pires Cabral – Morada

Abel Neves – Úsnea

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Varlam Shalamov – Kolyma Tales

Peter Turchin – War and Peace and War

Aquilino Ribeiro – É a Guerra

Aquilino Ribeiro – Aldeia

Aquilino Ribeiro – O Romance de Camilo

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Dear future generation, please accept our apologies. we were rolling drunk on petroleum. Kurt Vonnegut

Energia, Trabalho e Revolução Carbónica

Energia é a capacidade de realizar trabalho, e trabalho é um meio de converter recursos naturais em bens e serviços. A história da humanidade é a história da captura de energia extra-somática pelo Homo sapiens, o mesmo é dizer, a história da mobilização de recursos cada vez mais vastos, ao serviço de sociedades cada vez mais complexas. Uma evolução iniciada com a domesticação da pedra e do fogo, prolongada, muitos milénios depois, pela domesticação do vento, expandida com a domesticação de animais, plantas e seres humanos, e culminada pela exploração da energia fóssil. Até ao século XVIII, a espécie humana viveu exclusivamente de energias renováveis e de baixa intensidade: solar, eólica, hidráulica, etc. Por conseguinte, a vida era lenta, magra, comunal, o povoamento era escasso, o costume imperava, e um qualquer copo de água podia matar. A sobrevivência dependia da genética e da sorte. Foi assim durante duzentos mil anos de evolução e cinco mil de civilização. De repente, começou-se a explorar a sério a formidável quantidade de energia sepultada na litosfera – carvão primeiro, depois petróleo e gás natural – e tudo mudou. Com energia barata e abundante à disposição, as coisas começavam finalmente a aquecer para a espécie humana. Era possível acelerar em todos os domínios. E foi o que fizemos, naturalmente. Esta revolução dos combustíveis fósseis permitiu a transição do mercantilismo para o capitalismo industrial e financeiro, alavancou o império anglo-americano (do carvão ao petrodólar) e deu gás ao balão iluminista do progresso e da abundância. Medicina, gasolina, adrenalina. Bar aberto toda a noite. Quando a festa terminou, neste princípio de século, a espécie que se auto-denomina sapiens tinha feito o prodígio de multiplicar por sete o seu peso sobre a Terra (de c. 1000 milhões em 1800 para c. 7000 milhões em 2015), e pusera-se na completa dependência de um bem finito, e cujo preço não pode controlar. Hoje os combustíveis fósseis fornecem 80% da energia que consumimos, e não há nada que os possa substituir.

Crescimento e decrescimento

O sistema capitalista segregou uma teoria económica – o liberalismo – que tem como pressuposto que nunca nos faltará energia barata, recursos abundantes e crédito fácil para a expansão sem fim. O que significa que a teoria não foi concebida para as condições vigentes no planeta Terra, mas para as condições de um qualquer planeta exterior, na Galáxia da Sociologia. E não admira que assim pareça, se a teoria foi burilada por sedentários gentlemen da idade do carvão, para quem os factores de produção se limitavam, como faz notar Gail Tverberg, a “terra, trabalho e capital”, dentro de um “modelo simplificado [que] não levava em consideração os recursos naturais, ou a poluição causada pela extracção e uso desses mesmos recursos, ou o papel da dívida”. 1 E como a fortuna popular duma ideia não depende da sua inteligência mas dos lucros que produz ou justifica, e o wishful thinking das “ciências humanas” é muito mais simpático do que as leis da física, o liberalismo vingou e floresceu de tal maneira que ocupou todo o espaço mental disponível.

Mas o choque com os limites biofísicos do planeta torna cada vez mais urgente a contestação de aspectos tão basilares do actual sistema político e económico como a obsessão pelo lucro, o crescimento e o produtivismo, a fé na tecnologia e no engenho humano, ou a concepção dos ecossistemas como meras fontes de recursos para as populações humanas. Lamentavelmente, esta espécie de gigantismo produtivista e antropocêntrico nunca foi questionado pelas duas ideologias dominantes nos últimos duzentos anos: liberalismo e socialismo. Tendo abraçado o culto do trabalho e da industrialização, o capitalismo liberal e o capitalismo de estado não podiam deixar de abraçar igualmente o grande mito do progresso, que na segunda metade do século XX quase se subsumiu na tóxica fórmula do “sonho americano”: a ilusão de que é possível estender a sete mil milhões de pessoas um estilo de vida faraónico, baseado em colossais dispêndios de energia e de recursos.

Que os pressupostos do liberalismo estavam completamente errados, é algo que só se foi tornando claro a partir da década de 1970, quando o consumo de petróleo per capita atingiu o seu pico global e a chamada economia produtiva começou a dar sinais de não poder alimentar o nível de crescimento exigido pelo sistema financeiro (exigido porque sem crescimento é impossível pagar ou contrair dívidas). E como a espécie humana está mais bem preparada para deixar correr o marfim do que para lidar com problemas mediatos, ao capitalismo só restava a desesperada manobra da fuga para a frente. Fuga esta que consistiu em maquilhar os rendimentos decrescentes com tramóias de magia política e financeira como a terciarização, a globalização, o crédito fácil e a financeirização da economia – outras tantas tentativas de salvar a ideia de crescimento (e exponenciar, claro, as mais-valias da classe dominante) via encurtamento dos custos salariais e energéticos. Com essas jigajogas, e o súbito incremento da exploração de petróleo off-shore, mais uns pozinhos de manipulação estatística ou contabilística, conseguiu-se prolongar artificialmente a bonança e adiar os problemas por mais quatro décadas.

Mas a cada ano que passa vão diminuindo os truques disponíveis. Porque nenhuma desta prestidigitação pode esconder que os combustíveis fósseis são finitos e que, tal como acontece com todos os recursos, os de mais fácil acesso são os primeiros a ser explorados. O que implica que com o passar do tempo seja necessário investir mais dinheiro e mais energia para obter a mesma quantidade de um dado recurso. O mais importante dos combustíveis fósseis é o petróleo, cuja produção global não sobe significativamente desde 2005. E a cada dia que passa há menos petróleo barato de extrair, petróleo daquele que dinamizou os “trinta gloriosos anos” e o Estado-providência, com preços entre dez e trinta dólares o barril. Hoje só resta do caro, ou seja, aquele cuja produção exige um preço que a economia não pode pagar. Tal como explica George Mobus, se “os custos de extracção de combustíveis [fósseis] estão a subir exponencialmente” e “a exploração das areias betuminosas, do óleo e do gás de xisto e do carvão em veios profundos exige muito mais energia do que ocorria com os seus antecedentes históricos […] conforme o tempo passa, há menos energia líquida para fazer trabalho económico”. 2

É este défice energético, agravado pela insustentabilidade da pressão sobre recursos e ecossistemas, o que faz com que o crescimento deixe de ser possível, sobretudo em países com estilos de vida baseado em altos consumos, como é o caso dos da OCDE. Independentemente dos nossos sonhos, o facto é que sem energia barata para produzir, transportar e feirar todos os desejos que o século XX nos habituou a confundir com necessidades, o futuro será muito mais pobre, inevitavelmente, do que o passado recente. E se o crescimento é o oxigénio do capitalismo, não admira que o capitalismo esteja presentemente deitado no chão, a estrebuchar. Podemos ter pena, podemos não ter pena. O que não podemos é salvá-lo. Porque, nas palavras de Miguel Amorós, o capitalismo “ultrapassou o limiar a partir do qual as medidas para o preservar aceleram a sua autodestruição. Já não pode apresentar-se como a única alternativa ao caos; é o caos, e sê-lo-á cada vez mais”. 3

Transição (ou não)

Sendo um subproduto da era do petróleo, e tendo nascido para legitimar aspirações a mais e mais, as teorias políticas dominantes não têm resposta para situações de decrescimento. Então, de que nos servem numa época em que mais é menos e menos é mais? Parece óbvio que o pensamento político do século XXI só pode ter como objecto a construção de alternativas para o pós-capitalismo. Ora, num espaço teórico delimitado pela conformidade com os factos científicos, a distribuição igualitária do decrescimento é o melhor a que podemos, colectivamente, aspirar, já que tudo o mais são fantasias de uma era da abundância em vias de extinção.

E “distribuição igualitária” parece um propósito político talhado para a esquerda. Mas para estar à altura dessa missão, a esquerda precisaria de se reinventar como anti-produtivista e anti-progressista. Teria de compreender a encruzilhada a que chegámos, compreender que somos uma espécie encurralada pela escassez de recursos e energia barata, uma espécie que excedeu em muito a capacidade de carga do seu habitat, e que portanto só tem caminho para baixo. Teria de ser uma esquerda pessimista e franciscana, portanto. LOL.

Em todo o caso, e independentemente dos rótulos ideológicos, é importante ter presente que a política não pode resolver os nossos problemas. Pode, quando muito, minorá-los, distribuir o mal pelas aldeias, gerir de forma controlada o decrescimento, tentar fazer com que a transição para o pós-capitalismo não passe por um colapso catastrófico. Essa transição devia ter sido iniciada na década de 1970. Devíamos ter dado ouvidos a desmancha-prazeres como E. F. Schumacher, André Gorz, René Dumont, William Catton ou Ivan Illich, quando nos advertiam lucidamente, nas palavras deste último, que “mais crescimento conduz obrigatoriamente ao desastre [e] pode ser o fim da civilização política ou até da espécie humana”. Com um optimismo que hoje é difícil partilhar, Illich manifestava a esperança na “oportunidade de uma escolha sem precedentes”. Essa escolha exigia que os “os prisioneiros do progresso” se quisessem evadir do “paraíso industrial” 4. Mas não quiseram, não quisemos, porque o ascetismo raramente é popular, e a maioria, se puder escolher, prefere o consumismo às senhas de racionamento. A diferença, quarenta anos depois, é que já não temos quereres. O progresso morreu, nasceu o regresso. Acabou a viagem, só nos resta voltar para casa, voltar à terra.

O que importa agora é travar a fundo e fazer o possível para amortecer o choque, para nos adaptarmos ao que aí vem. Amortecer o choque só é possível com uma rápida relocalização e reconversão da actividade produtiva, que terá de voltar a centrar-se no sector primário. Gostemos ou não da ideia, no futuro vamos ser todos agricultores pobres, como no século XVIII e nos oitenta séculos anteriores. Quando a agro-indústria deixar de poder devorar as actuais imensidades de petróleo e gás natural (necessitando de oito calorias de energia fóssil para produzir uma caloria alimentar), a produção alimentar voltará forçosamente a depender de energias renováveis e trabalho muscular. E para que essa produção não venha a cair de forma catastrófica, será necessário começar desde ontem a implementar sistemas agrícolas sustentáveis e resilientes, o mesmo é dizer, permaculturais. Em poucas palavras, se não salvarmos as condições de habitabilidade para todas as espécies, não perderemos apenas empregos e rendimentos, perderemos tudo. Então, as alternativas são: travagem ou colisão, cooperação ou morte. Ou nos safamos “todos”, ou não se safa “ninguém”. Económica e politicamente, a nossa única esperança é usar os recursos energéticos que nos restam da forma mais democrática possível, e aplicá-los na criação de sistemas auto-sustentáveis, de acordo com o modelo proposto por algumas comunidades intencionais, eco-aldeias ou o movimento Transition Towns. Entre o realismo de uma frugalidade comunitarista adaptada aos limites ecológicos, e o sonho de um expansionismo autodestrutivo e portanto sem futuro, a escolha parece evidente. Proverbialmente, entre dedos e anéis, todos sabemos o que vale a pena conservar. Se levarmos em conta, porém, o grau de consciência e popularidade que estas noções encontram na cabeça dos sete mil milhões, e a rigidez dos interesses estabelecidos, e a urgência da mudança, a esperança numa transição para uma economia sustentável é quase nula. Sejamos realistas, o mais provável é que continuemos a salivar diante do sonho americano, porque afinal é para isso que somos programados genética e culturalmente, que continuemos a tentar acelerar para não cair, e as próximas gerações que se amanhem com as sobras e os cacos. Uma coisa pelo menos é certa, não vai faltar trabalho no futuro, e dentre as áreas de actividade mais apetecíveis estarão a agricultura, o bricolage e a remoção de entulho. _______________________________________________________

Notas

1. Gail Tverberg, “Descontinuity Ahead”, in Our Finite World 2. George Mobus, “Peak Neoclassical Economics?”, in Question Everything 3. Ivan Illich, A Convivencialidade, Publicações Europa-América, p. 132 4. Miguel Amorós, “Dialectica del Cénit y el Ocaso”, in Decrecimiento

Alguma Bibliografia
Em livro: James Howard Kunstler, O Fim do Petróleo, (2005, ed. port. 2006), Thomas Homer-Dixon, The Upside of Down (2006), Derrick Jensen, Endgame (2006), Michael C. Ruppert, Confronting Collapse (2009), Chris Martenson, The Crash Course, (2010), Craig Dilworth, Too Smart for Our Own Good (2010), Toby Hemenway, Gaias’s Garden, (2009), Martin Crawford, Creating a Forest Garden (2010), Richard Heinberg, The End of Growth (2011), Ramón Fernandez Duran, La Quiebra del Capitalismo Global 2000-2030 (2011), Dmitri Orlov, The Five Stages of Collapse (2013).
Em blogue: Jay Hanson (Die-Off), David Holmgren (Future Scenarios), António Turiel (The Oil Crash), Pedro Prieto (Crisis Energética), Gail Tverberg (Our Finite World), George Mobus (Question Everything), Eric Toensmeier (Perennial Solutions), Dmitri Orlov (Club Orlov), Walter Haugen (Food with Full Attention).

Publicado, com pequenas alterações, em Intervalo, nº 7

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Is The 505 Trillion Dollar Interest Rate Derivatives Bubble In Imminent Jeopardy?

Michael Snyder in DD

All over the planet, large banks are massively overexposed to derivatives contracts.  Interest rate derivatives account for the biggest chunk of these derivatives contracts.  According to the Bank for International Settlements, the notional value of all interest rate derivatives contracts outstanding around the globe is a staggering 505 trillion dollars.  Considering the fact that the U.S. national debt is only 18 trillion dollars, that is an amount of money that is almost incomprehensible.  When this derivatives bubble finally bursts, there won’t be enough money in the entire world to bail everyone out.  The key to making sure that all of these interest rate bets do not start going bad is for interest rates to remain stable.  That is why what is going on in Greece right now is so important.  The Greek government has announced that it will default on a loan payment that it owes to the IMF on June 5th.  If that default does indeed happen, Greek bond yields will soar into the stratosphere as panicked investors flee for the exits.  But it won’t just be Greece.  If Greece defaults despite years of intervention by the EU and the IMF, that will be a clear signal to the financial world that no nation in Europe is truly safe.  Bond yields will start spiking in Italy, Spain, Portugal, Ireland and all over the rest of the continent.  By the end of it, we could be faced with the greatest interest rate derivatives crisis that any of us have ever seen.

The number one thing that bond investors want is to get their money back.  If a nation like Greece is actually allowed to default after so much time and so much effort has been expended to prop them up, that is really going to spook those that invest in bonds.

At this point, Greece has not gotten any new cash from the EU or the IMF since last August.  The Greek government is essentially flat broke at this point, and once again over the weekend a Greek government official warned that the loan payment that is scheduled to be made to the IMF on June 5th simply will not happen

Greece cannot make debt repayments to the International Monetary Fund next month unless it achieves a deal with creditors, its Interior Minister said on Sunday, the most explicit remarks yet from Athens about the likelihood of default if talks fail.

Shut out of bond markets and with bailout aid locked, cash-strapped Athens has been scraping state coffers to meet debt obligations and to pay wages and pensions. With its future as a member of the 19-nation euro zone potentially at stake, a second government minister accused its international lenders of subjecting it to slow and calculated torture.

After four months of talks with its eurozone partners and the IMF, the leftist-led government is still scrambling for a deal that could release up to 7.2 billion euros ($7.9 billion) in aid to avert bankruptcy.

And it isn’t just the payment on June 5th that won’t happen.  There are three other huge payments due later in June, and without a deal the Greek government will not be making any of those payments either.

It isn’t that Greece is holding back any money.  As the Greek interior minister recently explained during a television interview, the money for the payments just isn’t there

The money won’t be given . . . It isn’t there to be given,” Nikos Voutsis, the interior minister, told the Greek television station Mega.

This crisis can still be avoided if a deal is reached.  But after months of wrangling, things are not looking promising at the moment.  The following comes from CNBC

People who have spoken to Mr Tsipras say he is in dour mood and willing to acknowledge the serious risk of an accident in coming weeks.

“The negotiations are going badly,” said one official in contact with the prime minister. “Germany is playing hard. Even Merkel isn’t as open to helping as before.”

And even if a deal is reached, various national parliaments around Europe are going to have to give it their approval.  According to Business Insider, that may also be difficult…

The finance ministers that make up the Eurogroup will have to get approval from their own national parliaments for any deal, and politicians in the rest of Europe seem less inclined than ever to be lenient.

So what happens if there is no deal by June 5th?

Well, Greece will default and the fun will begin.

In the end, Greece may be forced out of the eurozone entirely and would have to go back to using the drachma.  At this point, even Greek government officials are warning that such a development would be “catastrophic” for Greece…

One possible alternative if talks do not progress is that Greece would leave the common currency and return to the drachma. This would be “catastrophic”, Mr Varoufakis warned, and not just for Greece itself.

“It would be a disaster for everyone involved, it would be a disaster primarily for the Greek social economy, but it would also be the beginning of the end for the common currency project in Europe,” he said.

“Whatever some analysts are saying about firewalls, these firewalls won’t last long once you put and infuse into people’s minds, into investors’ minds, that the eurozone is not indivisible,” he added.

But the bigger story is what it would mean for the rest of Europe.

If Greece is allowed to fail, it would tell bond investors that their money is not truly safe anywhere in Europe and bond yields would start spiking like crazy.  The 505 trillion dollar interest rate derivatives scam is based on the assumption that interest rates will remain fairly stable, and so if interest rates begin flying around all over the place that could rapidly create some gigantic problems in the financial world.

In addition, a Greek default would send the value of the euro absolutely plummeting.  As I have warned so many times before, the euro is headed for parity with the U.S. dollar, and then it is going to go below parity.  And since there are 75 trillion dollars of derivatives that are directly tied to the value of the U.S. dollar, the euro and other major global currencies, that could also create a crisis of unprecedented proportions.

Over the past six years I have written more than 2,000 articles, I have authored two books and I have produced two DVDs.  One of the things that I have really tried to get across to people is that our financial system has been transformed into the largest casino in the history of the world.  Big banks all over the planet have become exceedingly reckless, and it is only a matter of time until all of this gambling backfires on them in a massive way.

It isn’t going to take much to topple the current financial order.  It could be a Greek debt default in June or it may be something else.  But when it does collapse, it is going to usher in the greatest economic crisis that any of us have ever seen.

So keep watching Europe.

Things are about to get extremely interesting, and if I am right, this is the start of something big.

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