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Archive for Setembro, 2013

                    “The american way of life is not negotiable“, George Bush, Cimeira do Rio de Janeiro, 1992

                    “Foda-se a natureza. Queremos liberdade. Se preciso for, contra o planeta.” Anónimo, Passa Palavra , 2012

O decrescimento não é opcional, ou seja, não depende de gostarmos ou não gostarmos da ideia. É simplesmente inevitável. Porque uma economia assente em crescimento exponencial, como a capitalista, não é viável nem sustentável. Não é sustentável, desde logo, por causa da sua destrutiva pressão sobre os ecossistemas, mas também porque depende decisivamente de um “bem” cada vez mais escasso: energia barata. Ora, numa época em que já quase só resta no solo petróleo caro de extrair (a 90-100 dólares o barril), o crescimento acaba, inevitavelmente, porque os altos preços da energia travam o crescimento económico, e uma economia concebida para o crescimento exponencial implode quando atinge os limites do crescimento. É o famoso e inevitável rebentamento das bolhas especulativas, de que talvez o J. Aguiar nunca tenha ouvido falar, mas que são bem reais e estão muito bem estudadas. E toda a sociedade industrial é uma gigantesca bolha especulativa na história da humanidade, uma bolha inflada pela abundância de energia fóssil. O petróleo é o sangue da sociedade industrial-tecnológica, tal como a dívida é o sangue da sociedade de consumo. E se não há crescimento torna-se impossível pagar todos os saques que, sobretudo nos últimos 30 anos, contraímos sobre (hipotéticas) riquezas futuras, já que outra coisa não é a dívida. O futuro será necessariamente mais pobre do que o passado recente. A riqueza para todos é um sonho alegre, mas fisicamente impossível. É impossível e impensável que 7 mil milhões de pessoas (and counting!) acedam ao sonho americano, vulgo american way of life.

O capitalismo permitiu um incremento exponencial da riqueza e da complexidade das nossas sociedades. Ninguém diz que tudo foi mau, e que a civilização industrial não trouxe também benefícios. Claro que trouxe, sem a sociedade industrial não teria havido todo o avanço na ciência, nas artes e mesmo na moral, dos últimos 200 anos. Mas esses efeitos positivos foram contrabalançados, e de que maneira!, pelos negativos: exploração do homem pelo homem, colonialismo, explosão demográfica, exaustão dos recursos, destruição dos ecossistemas, alterações climáticas, etc.

Pode-se dizer que foi bom [para quem foi…] enquanto durou, mas agora acabou a festa. Paciência. Portanto, o decrescimento é a ideia política mais sensata que existe, é a nossa única saída. Se não decrescermos a bem (redistribuindo sensatamente os recurso globais de forma igualitária), vamos decrescer a mal (ou seja, numa guerra de todos contra todos pelas migalhas disponíveis).

                                                                                  *******************

João Aguiar,

Lamento, mas você não está a perceber nada. Aquilo a que chama “previsões sem qualquer sentido” são simplesmente os factos da geologia e da física. Devo concluir que o J. Aguiar acredita que as alterações climáticas, a acidificação dos oceanos, a extinção de espécies, a perda de biodiversidade, o pico petrolífero, a sobrepopulação, etc. não são problemas reais? Será então tudo uma conspiração da comunidade científica, a soldo dos verdes? Será que o pico de produção que ocorreu nas explorações petrolíferas dos EUA (1970), do RU (2006), da Indonésia (1997), da Síria (1995) ou do Egipto (1997) entre outros, é uma mentira? Se é uma mentira, apetece perguntar, porque é que não está em grandes parangonas na comunicação social? E se é verdade, como afirmam os geólogos, não será um bocadito provável que o mesmo aconteça mais tarde ou mais cedo na Arábia Saudita ou na Rússia?

E não será verdade que o petróleo é cada vez mais caro, porque a maior parte daquele que era fácil (barato) de extrair já se extraiu? Porque é as petrolíferas andarão a investir balúrdios de milhões em perfurações de alto mar ou em lugares cada vez mais inóspitos como a Sibéria e o norte do Alasca – pior, porque é que se anda a explorar o pseudo-petróleo das areias betuminosas do Canadá, cuja viabilidade económica só se justifica com preços de 80-90 dólares o barril, se há, supostamente, petróleo barato aos pontapés? Será só para disfarçar? Melhor, será uma conspiração dos magnatas do petróleo e da finança (vulgo New World Order) para implementar a austeridade a nível global?

Eu sei que para um marxista tradicional a energia nem sequer conta como factor de produção (porque de facto era quase irrelevante no tempo do profeta), mas será mentira que os combustíveis fósseis são um recurso finito, e que o mais importante deles – o petróleo – custa hoje cinco vezes mais do que em 2001?  E esta subida de preço não terá provocado um choquezito na economia global? Há quem pense que sim, e que a famigerada austeridade, pelo menos para países totalmente dependentes de importações de petróleo como Portugal, Espanha, Grécia, etc. é INFELIZMENTE inevitável. Se eu concordo com ESTA austeridade, que nos é imposta pela banca internacional em seu favor? É ÓBVIO que não concordo. O que defendo, já agora,  é que a austeridade deve começar pelos de cima e ser gerida em função dos interesses da maioria, e que isso só se pode fazer tendo como base um programa político de decrescimento sustentado. O que a maioria não pode, porém, é continuar a acreditar no sonho capitalista do consumismo, porque esse sonho se transformou num pesadelo destrutivo.

Aquilo da natureza ser fascista era uma ironia metafórica, mas o seu colega Bernardo fez-me compreender que é contraproducente usar de ironia e metáforas em discussões com cabeçorras tão apegadas a compêndios de sociologia. Mas eu explico: tal como um regime fascista se apoia na coação da liberdade geral, também a natureza impõe restrições ao geral das espécies. Tal como elefantes não podem voar, nem os peixes cantar ópera, a liberdade humana está SEMPRE condicionada pelas leis da natureza, essa fascista de merda (percebeu agora?). Eu compreendo que certas disposições da natureza (doença, finitude, entropia, acessos de mau génio, etc.) sejam um pouco chocantes, mas dou-lhe aqui a minha palavra de honra de que não fui eu quem as escreveu, nem qualquer ecologista que eu conheça. Por outras palavras, por muito injustas e cruéis que as leis da natureza pareçam aos elefantes e aos homens, isso não altera em nada a sua força e a sua inevitabilidade.

Quanto ao genocídio (o termo técnico é extinção), tem piada que você fale nisso, porque esse é precisamente o locus horrendus para onde a nossa e muitas outras espécies tendem a passos largos, se a humanidade não perceber que a tentativa (de resto, condenada ao fracasso) de manter em funções a nossa economia de crescimento está a matar o planeta Terra. Vou repetir em câmara lenta, porque a ideia tem a sua importância. Está. A Matar. O Planeta. Terra. Você talvez prefira não acreditar nisso. Mas eu confesso que ainda não percebi ao certo o  que é que você defende ou em que é que acredita e por quê. A única coisa que eu vejo, mas pode ser dos meus óculos, na “esquerda” que o J. Aguiar e o J. Bernardo representam é um desprezo absurdo pela ciência e uma tremenda confusão ideológica e moral.

(Comentários de JMS no blogue Vias de Facto)

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Lessons of history

 

by Kevin Moore

 

 

The most important lesson of history is that the lessons of history are not learned.

 

The First World War was the first grand-scale industrial war in which millions of men and women died as a consequence of weaponry made possible by advanced chemistry. It was to have been ‘the war to end all wars.’ However, the League of Nations, established shortly after it ended, dissolved into failure in the mid-1930s and did not prevent the Second World War, in which some horrors — such as trench warfare and gas attacks — were not repeated, but new ones — such as the fire bombing of cities by aircraft, and atomic bombs — were invented. Between those wars the Roaring Twenties saw a bubble economy grow and burst, and the Great Depression saw millions of people thrown into poverty.

 

Thirty years of widespread upheaval and suffering seemed enough: the United Nations was established after World War Two. The U.N. was supposedly going to lead humanity into a brave new world, in which conflict would be resolved around a table. In practice there was a period of peace that lasted for five years (if we ignore the Chinese Civil War and independence movements in occupied territories), after which humanity reverted to using industrial warfare to ‘solve’ international disagreements. The Korean War marked a precedent in recent human history insofar as no peace treaty has been signed. Low-level hostilities continue to this day: it seems to be a war without end.

 

In Brave New World, written in 1931, Aldous Huxley suggested the world far into the future would be one of humans selectively bred in laboratories to create a peaceful, hierarchical society, consisting of a small minority of elites (alphas) living in extraordinary affluence, their lifestyle being supported by a series of lower castes (betas, gammas, deltas, and epsilons), all kept passive through the provision of ‘soma.’ There are no family relationships, and sex is a recreational activity unconnected with reproduction.

 

In 1984, written during 1947-8, George Orwell suggested the world much more immediately in the future would be one of a surveillance society, in which ‘ignorance is strength,’ ‘freedom is slavery’ and ‘war is peace,’ a world of declining living standards and perpetual war in which no thought or action is permissible unless sanctioned by the government. Life is generally grim for everyone except inner party members.

 

Both authors suggested that the majority of people do not question their condition. Of course, in order to question one’s condition, one does need a frame of reference, either to have experienced something different (a different way of living in a different time or a different place), or be aware of inconsistencies in ‘the system,’ as was the case in Orwell’s Animal Farm, in which all animals were equal but some were ‘more equal’ than others. The extent to which the modern world is a blend of Brave New World and 1984 has been the subject of a plethora of articles and essays. (If the reader is not familiar with the works it is recommended they be read at the earliest convenience).

 

The phenomenon of baseline shift can explain some of the failure of most people to recognise dysfunction. Consider the eastern coast of what we now call the United States. Four hundred years ago it was a largely natural habitat, exhibiting a wide range of plant and animal species, with indigenous humans living in a state of fairly stable equilibrium within that habitat, as their ancestors had done for thousands of years. The arrival of European settlers in the early 1600s seriously disturbed that equilibrium, and within two centuries numerous large towns and cities had been built. Within another century the human population had exploded, and tower blocks and skyscrapers were being constructed. In the case of Manhattan, one century later little of the land surface was not covered in concrete and asphalt.

 

If it were possible for someone living in that region four hundred years ago to travel through time to the present day, the transformation would be utterly shocking, and the landscape almost unrecognisable to them. However, to children born into the modern New York City environment everything looks perfectly normal, since they know no different. In other words, each generation tends to accept whatever it sees as being normal, however abnormal it is. The baseline for comparisons constantly shifts. Thus, if the population of songbirds falls by 20% per human generation, after three generations (0.8 x 0.8 x 0.8 = 0.51) it will be down to half of the starting figure, yet each generation witnesses a relatively small decline and has no experience of the population of songbirds that existed at the time their grandparents were born. Much the same argument applies to forests, frogs, fish or bees.

 

Humans are a remarkably adaptive species. Unfortunately that ability to adapt makes the phenomenon of baseline shift one of the most dangerous for human societies, since whatever living arrangement humans are presented with can quickly become the norm. In working-class Britain in the 1950s very few households had a telephone, televisions were a newly available novelty, very few people owned cars, and there was no such thing as a personal computer. By the 1980s telephones, televisions and cars had become commonplace, and twenty years later personal computers and cell phones were commonplace. Such is the effect of baseline shift that, at this point of time, many adolescents throughout the western world regard televisions, cell phones and personal computers as necessities, and desire to own a car at the earliest opportunity. Indeed, for some young people, to not have ready access to such items is to be ‘seriously underprivileged.’

 

This state of perceived entitlement is not the fault of the young people, of course. They have been misled into believing the Earth can deliver much more than it actually can by their elders, many of whom also have an unrealistic sense of entitlement, believing they are entitled to regular overseas holidays, latest model transport, and houses two or three times the size they grew up in. We might ask where notions of entitlement that are far removed from the reality of human origins, far removed from what the Earth can sustainably provide, and far removed from all spiritual teachings –- to live simply and not store up worldly possessions — have been generated. Some answers are provided in later sections of this text.

 

This perception of entitlement that many people living in western societies have has led some commentators to describe the age we have been living in as the Age of Entitlement. The age that follows the Age of Entitlement is the Age of Consequences. The bad news is that consequences are real, and that the Age of Consequences has already commenced. In practice there is considerable overlap, a transition phase, as one age waxes and the other wanes. Unfortunately, even as the Age of Consequences becomes ever more evident to those who are ‘awake,’ a large portion of the populace remains psychologically locked into the vanishing Age of Entitlement, believing it will go on forever. And because they have lived their entire lives in a period of technological innovation, even as the consequences of failing to live within ecological limits get worse by the day, many people continue to believe that every problem has a technological solution. It is difficult, perhaps even impossible, for them to recognise that the chief source of problems we now face is technological innovation that occurred in the past.

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The only way for mankind to get out of this misery is to kill the 1% who own everything. The 1% who have put us in the position where humanity has no value. The rich. And the politicians who are the puppies of the rich.

Terrence Malick? The first one [Badlands] was OK. That was in the 1970s. After that they were Christian bullshit.

My eternal plan is always to make a film that a Chinese lady from the countryside can understand without subtitles.

The best ones nowadays for me are the Dardenne brothers, they make absolutely the best films of modern times.

Filming is stressful because you always have the feeling you are not good enough. You make a mistake, and now again, and now one more, and there are three mistakes. And I hate mistakes. I only enjoy editing music for the film; the rest of the job I hate. I dislike it because it forces me to work, and as a lazy person I don’t want to work.

If you find anybody who’s more nostalgic [than me] I’ll buy you a beer.

Fontes : 1 2 3

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Si te estás ahogando vale la pena nadar, por supuesto. El problema es mucho más grande, y es muy simple. La humanidad está en las últimas porque está matando la naturaleza. En veinte años más no habrá más peces en ningún océano. Ni siquiera habrá un océano. Y no hacemos nada, sólo pretendemos que no sucede. ¿Sabes por qué? Porque somos idiotas.

El capitalismo global nos está matando a todos.

Me gusta la gente, pero detesto la humanidad. Estamos matando los océanos y los bosques, y todo estará muerto en 50 años a menos que empecemos a cambiar de actitud urgentemente. Mañana mismo, a las siete de la mañana.

No me tomo nada en serio. ¿Por qué iba a hacerlo? Viajo por el mundo y me dan bebida gratis. Tengo un humor muy negro, pero cuanto más pesimista me vuelvo, más optimistas son mis películas. Cuando ya no hay esperanza, tampoco hay motivo para ser pesimista. Río por no llorar.

Yo soy fan del FC Porto

Fontes: 1 2 3

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The REAL Fukushima Danger

The Real Problem …

The fact that the Fukushima reactors have been leaking huge amounts of radioactive water ever since the 2011 earthquake is certainly newsworthy.  As are the facts that:

But the real problem is that the idiots who caused this mess are probably about to cause a much bigger problem.

Specifically, the greatest short-term threat to humanity is from the fuel pools at Fukushima.

If one of the pools collapsed or caught fire, it could have severe adverse impacts not only on Japan … but the rest of the world, including the United States.   Indeed, a Senator called it a national security concern for the U.S.:

The radiation caused by the failure of the spent fuel pools in the event of another earthquake could reach the West Coast within days. That absolutely makes the safe containment and protection of this spent fuel a security issue for the United States.

Nuclear expert Arnie Gundersen and physician Helen Caldicott have both said that people should evacuate the Northern Hemisphere if one of the Fukushima fuel pools collapses. Gundersen said:

Move south of the equator if that ever happened, I think that’s probably the lesson there.

Former U.N. adviser Akio Matsumura calls removing the radioactive materials from the Fukushima fuel pools “an issue of human survival”.

So the stakes in decommissioning the fuel pools are high, indeed.

But in 2 months, Tepco – the knuckleheads who caused the accident – are going to start doing this very difficult operation on their own.

The New York Times reports:

Thousands of workers and a small fleet of cranes are preparing for one of the latest efforts to avoid a deepening environmental disaster that has China and other neighbors increasingly worried: removing spent fuel rods from the damaged No. 4 reactor building and storing them in a safer place.

The Telegraph notes:

Tom Snitch, a senior professor at the University of Maryland and with more than 30 years’ experience in nuclear issues, said  “[Japan officials] need to address the real problems, the spent fuel rods in Unit 4 and the leaking pressure vessels,” he said. “There has been too much work done wiping down walls and duct work in the reactors for any other reason then to do something….  This is a critical global issue and Japan must step up.”

The Japan Times writes:

In November, Tepco plans to begin the delicate operation of removing spent fuel from Reactor No. 4 [with] radiation equivalent to 14,000 times the amount released by the Hiroshima atomic bomb. …. It remains vulnerable to any further shocks, and is also at risk from ground liquefaction. Removing its spent fuel, which contains deadly plutonium, is an urgent task…. The consequences could be far more severe than any nuclear accident the world has ever seen. If a fuel rod is dropped, breaks or becomes entangled while being removed, possible worst case scenarios include a big explosion, a meltdown in the pool, or a large fire. Any of these situations could lead to massive releases of deadly radionuclides into the atmosphere, putting much of Japan — including Tokyo and Yokohama — and even neighboring countries at serious risk.

CNBC points out:

The radioactive leak at Japan’s Fukushima nuclear plant is far from under control and could get a lot worse, a nuclear energy expert, who compiles the annual “World Nuclear Industry Status Report” warned.

***

The big danger – and it was identified by Japan’s atomic energy commission – is if you lose water in one of the spent fuel pools and you get a spent fuel fire.

CNN reports:

[Mycle Schneider, nuclear consultant:]  The situation could still get a lot worse. A massive spent fuel fire would likely dwarf the current dimensions of the catastrophe and could exceed the radioactivity releases of Chernobyl dozens of times. First, the pool walls could leak beyond the capacity to deliver cooling water or a reactor building could collapse following one of the hundred  of aftershocks. Then, the fuel cladding could ignite spontaneously releasing its entire radioactive inventory.

Reuters notes:

The operator of Japan’s crippled Fukushima nuclear plant is preparing to remove 400 tons of highly irradiated spent fuel from a damaged reactor building, a dangerous operation that has never been attempted before on this scale.

Containing radiation equivalent to 14,000 times the amount released in the atomic bomb attack on Hiroshima 68 years ago, more than 1,300 used fuel rod assemblies packed tightly together need to be removed from a building that is vulnerable to collapse, should another large earthquake hit the area.

Tokyo Electric Power Co (Tepco) is already in a losing battle to stop radioactive water overflowing from another part of the facility, and experts question whether it will be able to pull off the removal of all the assemblies successfully.

“They are going to have difficulty in removing a significant number of the rods,” said Arnie Gundersen, a veteran U.S. nuclear engineer and director of Fairewinds Energy Education, who used to build fuel assemblies.

The operation, beginning this November at the plant’s Reactor No. 4, is fraught with danger, including the possibility of a large release of radiation if a fuel assembly breaks, gets stuck or gets too close to an adjacent bundle, said Gundersen and other nuclear experts.

That could lead to a worse disaster than the March 2011 nuclear crisis at the Fukushima plant, the world’s most serious since Chernobyl in 1986.

No one knows how bad it can get, but independent consultants Mycle Schneider and Antony Froggatt said recently in their World Nuclear Industry Status Report 2013: “Full release from the Unit-4 spent fuel pool, without any containment or control, could cause by far the most serious radiological disaster to date.”

***

The utility says it recognizes the operation will be difficult but believes it can carry it out safely.

Nonetheless, Tepco inspires little confidence. Sharply criticized for failing to protect the Fukushima plant against natural disasters, its handling of the crisis since then has also been lambasted.

***

The process will begin in November and Tepco expects to take about a year removing the assemblies, spokesman Yoshikazu Nagai told Reuters by e-mail. It’s just one installment in the decommissioning process for the plant forecast to take about 40 years and cost $11 billion.

Each fuel rod assembly weighs about 300 kilograms (660 pounds) and is 4.5 meters (15 feet) long. There are 1,331 of the spent fuel assemblies and a further 202 unused assemblies are also stored in the pool, Nagai said.

***

Spent fuel rods also contain plutonium, one of the most toxic substances in the universe, that gets formed during the later stages of a reactor core’s operation.

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The Absurdity of Authenticity

Sat, Sep 14, 2013

I’m often accused — or credited, depending on one’s perspective — of leading an authentic life. As nearly as I can tell, the accusation or accolade refers to the following definition from Merriam and Webster: true to one’s own personality, spirit, or character.

Fundamentally, aren’t we all true to our personality, spirit, and character? How could we act otherwise, in the absence of multiple personalities? I have concluded that we’ve been captured by the culture in which we’re immersed. We are unable to escape without killing ourselves, yet the culture is killing us.

We’re six millennia into the culture of Abrahamic religions. We’re more than two millennia into western civilization and the six questions of Socrates: (1) What is good? (2) What is piety? (3) What is virtue? (4) What is courage? (5) What is moderation? (6) What is justice? Furthermore, every person reading these words is a product of an industrial civilization that depends upon expansive use of fossil fuels.
Is this the only way to live? Is this the best way to live? Do our hyper-connected, high-tech lives lead us along paths of excellence, in the spirit of Socrates?

This culture is steeped in patriarchy and depends upon violence for its continuation. Is it safe to assume this culture is the ultimate expression of our humanity? Is it safe to assume that this culture is the best we can do simply because this culture is the only one we have known? Is it safe to assume there is no other way beyond the hierarchical omnicide we’ve come to depend upon for money, water, food, and personal identity?

Questioning this culture and its underlying assumptions follows the model promoted and popularized by Socrates. Answering these questions requires one to step outside the normalcy bias and profound enculturation of the way we live. Asking challenging questions, much less answering them, requires enormous courage when the questions themselves refuse to validate, much less approve, this irredeemably corrupt system.

I do not claim to know the answers to these questions. I’m not certain they have answers independent of the person pondering them and his or her personal experiences. I nonetheless believe it is important to ask the questions and develop personal responses to them. As a result, I will tackle these and related questions in this chapter. For the most part, culture discourages us from asking, much less answering, most of these questions.

Questions, questions, and more questions

Throughout our lives, we spend considerable time seeking feedback from people and institutions, but the feedback we seek generally falls within a small subset of important issues. Furthermore, I question the wisdom of seeking validation, much less approval, within the realm of an irredeemably corrupt system.

Some of us seek to conduct meaningful lives. However, the universe imposes upon us a meaningless existence. There is no meaning beyond the meaning(s) we create. In attempting to create meaning, which often involves attempts to outrun our mortality, we generate distractions. We occasionally call them objectives, goals, or acts of service to others. And the result is our legacy.

Yet it’s too late to leave a better world for future generations of humans. The concept of leaving a legacy becomes moot when staring into the abyss of near-term human extinction. What, then, is the point? Are we, in the words of English poet Frances Cornford, “magnificently unprepared for the long littleness of life”?

As we seek feedback about the conduct of our lives, we simultaneously seek distractions. The distractions include the movies we watch, the books we read, the trips we take, the discussions in which we engage. The line blurs between distractions and authentic work until we are defined by the combination. The totality becomes who we are. The nature of our distractions is what makes us human, in the sense of differentiating us from other primates. Non-human primates don’t read books, much less discuss them. Such distractions do not enable our survival and in that sense are not “necessities” (cf. food, water, shelter). However, they are not necessarily “luxuries,” either. Apparently there are shades of existential gray.

Shades of gray

Shades of existential gray are evident in our pursuit of meaningful lives. How do we differentiate between necessity and luxury? How do we distinguish what we want from what we need? And are these distinctions important?

When I began the ongoing process of walking away from the omnicide of industrial civilization, I felt I had no choice. My inner voice overrode outer culture. I have subsequently come to realize that most people born into this set of living arrangements are literally and figuratively incapable of making a similar choice. Distinguishing between needs and wants, between necessity and luxury, is hardly clear.

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Que fazer?

Um homem atravessava um campo, quando um tigre lhe corta o caminho. O homem desata a correr, com o tigre no seu encalço, até que chega a  um precipício. Agarra-se a uma videira brava e fica suspenso sobre um abismo pedregoso, com o tigre a rugir por cima. Dois ratos, um branco e outro preto, começam então a roer a videira.  O homem vê um morangueiro fincado num recesso de rocha, estende um braço e colhe os frutos. Que morangos deliciosos, diz.

In 101 Histórias Zen (contado de memória)

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Crecer o Decrescer, That is the Question

Pedro Prieto

He seguido con interés el debate que mantuvieron Juan Torres López y Toño Hernández en las páginas de Rebelión a propósito del concepto de decrecimiento y, dado que discrepo con algunas de las propuestas de ambos, me permito aportar un enfoque ligeramente matizado en las líneas que siguen.
Para empezar, tengo por cierto que, según cómo se plantee, el concepto de decrecimiento puede adolecer de inconsistencias. Por otra parte, a pesar de que siento simpatía por aquellos que de buena fe tratan de seguir “creciendo” en este mundo finito, coincido con Torres López y Hernández en que ese tipo de “crecimiento” también adolece de inconsistencias.
En primer lugar, creo obligado fijar unos principios para el planteamiento de mis puntos de vista.
Sobre si es posible crecer más o en qué forma y cómo puede hacerse, lo plantearé desde un punto de vista físico, porque los términos económicos al uso me resultan cada vez más extraños, ininteligibles y, las más de las veces, incoherentes, dicho esto con todos los respetos por quienes de buena fe, como es el caso de Juan Torres López o Vicenç Navarro, escriben profusamente sobre el tema con la intención de enseñar a los mortales no economistas –desde la perspectiva económica moderna– qué es lo que está pasando en este mundo.
Mi elección del punto de vista físico no es casual: cuando mido algo en el mundo real lo hago por medio de patrones inalterables, como el sistema de pesas y medidas. Un kilo, un litro, un metro, un grado centígrado, un vatio, un caballo de vapor son cosas que uno puede medir, valorar y comparar con carácter universal.
Sin embargo, el precio de una compañía como Telefónica o Exxon puede variar su valor bursátil hasta un 5 o un 8%… ¡en un solo día!, y ello tanto hacia arriba como hacia abajo sin que sus bienes tangibles, medibles, físicos, hayan cambiado un ápice en ese breve período de tiempo. La intangibilidad bursátil y el aumento gradual de los vaivenes a que asistimos desde hace tiempo han hecho que algunos pongamos en duda lo que nos dicen personas por otra parte muy fiables cuando nos explican el mundo y estas variaciones a través de “la realidad del capitalismo de nuestros días”.
Pondré un ejemplo: el concepto de la “prima de riesgo país” y la forma en que la economía convencional trata este asunto adolecen de una absoluta falta de rigor. Se fija un valor 100 para bonos del Estado alemán y el resto de países, al menos los de la Unión Europea, tienen que pagar lo que se ha dado en llamar un “diferencial” sobre ese valor; obviamente, esos países suelen situarse varios puntos porcentuales por encima.
Según este principio, la economía convencional supone que el valor alemán es inalterable, mientras que los demás países están sujetos a fluctuación y a pérdida o ganancia de confianza.
Al parecer, las fábricas, los bancos, las empresas de servicios o los sistemas bancario y financiero de Alemania son como la barra de platino iridiado que se conserva en el Museo de pesas y medidas de París y que definió por primera vez al metro como unidad de longitud. Eso sí que es una falta grave de rigor y seguramente nos sucede porque desde la desaparición de un patrón universal, como fue el oro, hemos perdido el norte de las referencias económicas.

La energía como factor de crecimiento

En el sistema escolar de mi juventud (ni siquiera había que llegar al grado universitario), se nos explicaba que la energía es la capacidad de realizar trabajo. Se trata de un principio físico, medible, inalterable y que responde perfectamente a las leyes de la termodinámica que, según Einstein (y algo sabía de esto), eran las leyes más incontestables del universo.
Y si a su vez consideramos que el trabajo es la esencia de la actividad económica, de la creación de bienes y de la prestación de servicios, es evidente que la actividad económica estará ligada, por obligación, a la disponibilidad de energía para llevar a cabo dicho trabajo.

Figura 1. Esta curva muestra que el crecimiento del PIB mundial exige necesariamente que también crezca el consumo de energía primaria en el planeta. Los datos son de la Agencia Internacional de la Energía (World Energy Outlook 2009). La actividad mundial es prácticamente una recta, cuya pendiente está entre los países OCDE (los más ricos), que pueden presumir de tener menos pendiente –esto es, de consumir menos por cada unidad de PIB generado– y los países no OCDE (los menos ricos), cuya pendiente es mayor que la del promedio mundial, esto es, consumen una mayor cantidad de energía primaria por menor unidad de PIB. Esto puede deberse al inferior estadio tecnológico y a la tercerización de las actividades más consumistas y contaminantes de los países del primer mundo en los del tercero, que aparecen como los menos eficientes.

Aunque la economía clásica utiliza muchos parámetros (de hecho, cada vez más) para medir la actividad económica, la forma más conocida para medirla es el Producto Interior Bruto o PIB. Creo entender que tanto Torres López como Hernández están de acuerdo en que el PIB no es necesariamente lo que determina, al menos de forma directa y comprobada, mayor bienestar o felicidad o seguridad para la especie humana. Se ha criticado a la izquierda por referirse también a este parámetro, pero no tanto a la economía clásica por seguir metiéndonoslo a diario con un embudo.
Por todo lo anterior, creo que puede establecerse una correlación según la cual la actividad económica sólo puede aumentar si al mismo tiempo aumenta la cantidad de energía puesta a disposición de la sociedad, sobre todo cuando se utilizan baremos de medida mundiales, no regionales, que podrían falsear los resultados.


Figura 2. Distribución del consumo de energía per cápita por grandes países o regiones y por tipo de energía. La línea roja muestra el PIB per cápita. Las fuentes son el Statistical Review of World Energy de British Petroleum (2010) y los datos de PIB del FMI. La energía primaria está expresada en vatios equivalentes de potencia per cápita. En el eje de abscisas, la población de 2007. La línea negra señala el consumo de energía per cápita promedio mundial. La línea roja muestra el PIB. Se observa una relación muy directa, salvo las singularidades de Rusia y Oriente Medio, explicables en gran parte por tratarse de grandes regiones productoras/exportadoras de energía y los consumos internos de esas gigantescas infraestructuras se les contabilizan a ellos. Es una estructura típica de Pareto de distribución desigual de la riqueza, principalmente energética, donde aproximadamente el 20% de la población utiliza el 80% de los recursos mientras que el 80% de la población debe conformarse con el 20% de los recursos, sobre todo energéticos.
Este inquietante gráfico fue elegido “Gráfico del año” por la prestigiosa revista digital estadounidense “The Oil Drum”.

A partir del hombre de Cromagnon (homo sapiens-sapiens, por fijar un límite), la energía que éste utilizaba provino durante unos dos millones de años de la biosfera, un medio prácticamente bidimensional que comprende la capa fértil de la Tierra y las láminas de agua superficiales. En esos dos millones de años, ninguno de nuestros antepasados tuvo grandes problemas con los conceptos de sostenibilidad/sustentabilidad o con el crecimiento o el decrecimiento.
Predominaba entonces (y parece que en determinados ámbitos todavía predomina) el mandato bíblico del “creced y multiplicaos” y para los pocos millones de individuos de la especie humana la Naturaleza era, por un lado, una amenaza a la que vencer y dominar y, por el otro, una fuente infinita de recursos nutritivos.
De eso se deducía que cuanta más proliferación humana y más actividad hubiese, mejor iba todo. De cualquier forma, era una suerte de imitación y cumplimiento del impulso animal y vegetal de patrón exponencial de reproducción, también inherente a los humanos como animales mamíferos vertebrados superiores. Hasta aquí no hay nada que objetar, porque la experiencia les mostraba que la Naturaleza se encargaba de equilibrar los crecimientos exponenciales de plantas o animales que sobrepasaban las posibilidades de los recursos del entorno que eran capaces de habitar.
Así transcurrieron esos dos millones de años, con algún salto en los consumos, como cuando los humanos descubrieron el fuego hace aproximadamente medio millón de años y se apropiaron por primera vez de energía exosomática, que los griegos tan bien reflejaron con el mito de Prometeo; o como cuando, hace unos 7 o 9.000 años, inventaron la agricultura y empezaron a domesticar animales en su propio provecho. Sin duda aquellos fueron saltos cuantitativos en el aumento del consumo y también en una cierta mejora del bienestar material de la especie, todos ellos a costa de una mayor capacidad de transformación (en definitiva, de un deterioro) de la Naturaleza que, sin embargo, todavía estaba lejos de mostrarnos sus límites planetarios.

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Crisis Energética

LO PRESCINDIBLE

Apertura de un pliego de propuestas sobre cuándo, cuánto y cómo desprenderse de
lo prescindible

[…]

CAPÍTULO 1. LA PUESTA EN ESCENA

Cuando se da una crisis sostenida en el tiempo, generalizada y lo suficientemente profunda, se tiende siempre a buscar a los culpables y a buscar las razones de la misma a posteriori. La crisis económica y financiera mundial, a la que los expertos y todos los medios de difusión occidentales ponen fecha de arranque hacia el año 2007, ya tiene más de seis años de antigüedad. Ha afectado y está afectando principalmente a algunos de los países desarrollados, los más débiles de entre los poderosos, aunque éstos últimos también empiezan a sentir el pálpito de la misma. Si lo que estos países avanzados consideran es una profunda crisis, el resto del mundo ya lleva décadas experimentando este tipo de crisis en sus respectivos países. Pero los ciudadanos europeos más afectados, por ejemplo, suelen tomar conciencia de la existencia del problema sólo cuando les afecta a ellos.

Una de las habilidades del sistema capitalista, consiste en fragmentar a los ciudadanos y a encasillarlos por sectores, por oficios, por sexo, por edad o hasta por creencia religiosa. Conviene a su supervivencia, pues estos grupos tienden a analizar sus propios problemas y a ignorar que la existencia de una crisis puede que vaya más allá de su gremio, su edad, su religión, su coyuntura, su sexo, su provincia, su autonomía o su país y que puede que no sea culpa del “otro” que no deja de ser nuestro hermano, aunque así nos lo hagan ver.

Se observa cada vez con más frecuencia la fea costumbre de achacar los males propios a los “otros”, a los demás, a los vecinos a grupos ajenos o que se hacen ver como ajenos. El capitalismo tiene una gran experiencia en fragmentar, separar y luego enfrentar grupos humanos entre sí, para desviar de él los problemas que genera su pervertido e insostenible sistema.

En estos últimos años he venido asistiendo a lo que considero una vergonzosa cascada de acusaciones gratuitas contra nuestros propios vecinos, hermanos, compañeros, o de infortunio y de viaje en esta crisis. Por ejemplo, los que no son funcionarios, cargan sobre ellos (incluso teniendo parientes, vecinos, amigos, etc. que lo son), y los señalan como parásitos que chupan del presupuesto general, mientras gozan de privilegios inmerecidos. No importa a casi nadie saber qué será de las vidas de esos funcionarios si terminan de ser expulsados de sus puestos y se quedan en la calle. Hay especialistas en señalar la paja en el ojo del funcionario vago e ignorar, quizá, vigas en el propio ojo o minimizar o despreciar los trabajos honestos y necesarios de muchos otros funcionarios. Que se busquen la vida en algo “productivo”, dice la mayoría de los que consideran que sobran quizá dos de tres millones de ellos. El capitalismo se frota las manos de placer con estos enfrentamientos simplistas y fratricidas entre los propios ciudadanos.

Los directivos de la banca, por ejemplo, comienzan a descubrir, de repente, que les sobran empleados y sucursales y vomitan decenas de miles de ellos a la calle, con mejor o peor arreglo. Ya no son necesarias, al parecer, sucursales bancarias en cada esquina privilegiada de nuestro país.

¿Y qué decir de los ancianos? Pues que sobran también. Que son muchos y cobran más ya que la mayoría de los jóvenes empleados. No parece importar si esos ancianos están manteniendo a muchas de sus familias, hijos o nietos, tocados por el desastre que nadie quiere pensar que quizá seas estructural y que exigiría otra forma de tratamiento que echar la culpa al abuelo o abuela, que no dejan de ser carne de nuestra carne y nuestra propia familia. Simplemente, no son “productivos”, no son necesarios en esta sociedad utilitarista. Algunos proponen, después de años empujando a las mujeres a salir de sus hogares y de los cuidados tradicionales a los miembros de sus familias, para volcarlas y crear mano de obra excedente que baje los precios de la mano de obra en fábricas y talleres, que ahora deberían volver a sus cocinas. El capitalismo da palmas con las orejas viendo como nietos cargan contra abuelos, abuelos, hombres contra mujeres y mujeres contra hombres, empleados públicos contra privados y privados contra públicos. Como los desesperados exigen que el que todavía alberga algún beneficio laboral o social, debería desprenderse de él para dejar ese recurso para los demás.

Así, las voces de muchos alienados y asustadizos ciudadanos, claman sobre los parados y lo mucho que consumen, sin caer en la cuenta de que se trata de su misma especie, de su cuñado, vecino, amigo, etc. Los medios apesebrados del capital se ensañan y se recrean contando casos de fraudes (que sin duda los hay) y abusos de algunos parados, de forma que al final lo que suele pedir el futuro candidato al paro que hoy cree que nunca le va a tocar a él, es que limiten, disminuyan o eliminen subsidios, paros y demás. Otros que sobran, mientras el capital sigue acumulando riqueza. Enfermos crónicos, desahuciados, todos sobran; todos cargan al sistema y los que todavía no han sido excretados por él, claman que hay que reducir, prescindir del acceso de estas personas a los bienes y servicios que justo antes de la crisis, todos consideraban logros sociales irrenunciables y sin vuelta atrás

En este curioso y alienado comportamiento, he observado con una frecuencia terrible, que al ciudadano alienado le parece que los demás sobran, pero casi nunca piensa que quizá el que sobre es él o que quizá lo que sobre y haya que eliminar es un modo de vida derrochador, generador de cosas superfluas, que además son generalmente dañinas para el medio natural.

Todos van sobrando, menos yo, claro está. Todos (o muchos) hacen trabajos inútiles, costosos, innecesarios en época de crisis (menos nosotros, que siempre somos muy útiles).

En época de crisis profunda, que algunos creemos es estructural y no coyuntural y que indudablemente exigirá ajustes graduales a la baja y a lo largo del tiempo, esto obliga a reflexionar sobre lo que es prescindible para el ser humano y lo que resulta verdaderamente imprescindible.

El planeta da signos de agotamiento y los hombres se dividen entre los pocos que dan muestras de miedo y los muchos que no quieren saber nada. Los ladrillos del sistema y sus entramados financieros, otrora gloria del artesonado capitalista empiezan a desmoronarse. Es un sálvese quien pueda.

Si de algo hablaré en este documento, es de lo poco que han servido antiguas experiencias sobre hechos similares, y la inmensa capacidad que el ser humano tiene para tropezar innumerables veces en la misma piedra.

Pero de lo que trataré en diferentes capítulos es de analizar qué funciones sociales, qué trabajos, que producciones de bienes o prestaciones de servicios son realmente imprescindibles en cada estadio de consumo, en función del modelo de sociedad que se pretende. Es una forma, un intento de desenmascarar sobre todo a los autosuficientes, a los arrogantes, a los que tienen miedo a los “otros” y son tan incapaces de enfrentarse al modelo que los consume como osados con el débil que tienen al lado. Descubriremos no sólo lo que sobran y molestan los demás y sus ineficiencias e inutilidades, sino también y sobre todo, lo que a cada uno de nosotros nos sobra, poco o mucho. De qué bagaje de consumo innecesario nos podemos o nos tendremos que desprender todos en el camino descendente del agotamiento de los recursos, con el objetivo sencillo y primordial, justo, equitativo y fraterno para que todos podamos ir manteniendo una vida mínimamente digna (que es aquella que cubre los derechos o necesidades más básicas) y no tanto que unos pocos insistamos en mantenernos en nuestro nivel, aunque sea excesivo y oneroso, no importa las legiones de excluidos crecientes que vayamos desalojando de nuestra única y común nave Tierra por el camino de la vida.

Para ello, desarrollaré en el primer capítulo lo que considero son los mínimos vitales verdaderamente imprescindibles para los seres humanos, que son los más fáciles de evaluar y que para su obtención o satisfacción necesitan a su vez muy pocos medios y muy poca energía. Serían básicamente la alimentación en el nivel de las 2.900 kilocalorías diarias y acceso a un mínimo de agua potable, el vestido (y hace falta muy poco; quizá algo más en países de clima severo), un cobijo mínimo, para protegerse del medio, que será más costoso cuanto más hostil sea el medio, pero que no exige necesariamente 150 metros cuadrados por pareja o familia. Una sanidad mínima que trate los principales problemas de salud, pero no necesariamente el derecho a escáneres tridimensionales. Educación, que no tiene por qué ser universitaria. Y poco más.

Imagen 2 San Jerónimo Bruegel el Viejo

Sirva como arranque una primera referencia a la torre de Babel de la Biblia, con el famoso cuadro de Pieter Brueghel el Viejo, símbolo como se disuelve la arrogancia humana apoyada en su creencia en que la tecnología todo lo podrá. Sueño desbaratado finalmente por la propia complejidad e insostenibilidad que los hombres se dieron a sí mismos. No hay mejor forma de explicar que el aumento creciente de complejidad conduce a la confusión de las lenguas.

En estos momentos de tribulación, San Ignacio de Loyola aconsejaría a los miembros de su congregación no hacer mudanza.

No voy a sugerir tal, sino más bien proponer un periodo de reflexión y meditación sobre aspectos claves de la vida humana. Posibles formas de enfrentar los próximos y temibles acontecimientos en el devenir humano. Momentos de búsqueda de la serenidad, la simplicidad, el raciocinio.

Arrancaré con una reflexión antropológica, termodinámica y hasta religiosa sobre las clásicas esencias: de dónde venimos y quienes somos, Si consigo centrar estas dos cuestiones fundamentales, entraré en la tercera y no menos importante, como colofón, que es la de plantearse adónde vamos, sin pretender en absoluto sentar cátedra ni hacer en modo alguno de guía espiritual ni predicador, de los que, como ya San Juan nos previene en su Apocalipsis, aparecerán como setas en otoño benigno, en tales momentos de tribulación.

UNA EVOLUCIÓN EXPONENCIAL
Homo sapiens sapiens

Imagen 3 Evolución de la especie humana

El metabolismo del ser humano exige entre 2.800 y 3.200 kilocalorías para sobrevivir. Los toma de los alimentos que ingiere y del sol y esa misma energía la expulsa en forma de heces, trabajo físico o esfuerzo muscular, que provoca la radiación de calor al medio. Así lo exige el equilibrio termodinámico.

Imagen 4 Cabeza energética de ser humano

Si ponemos esto en vatios equivalentes, son unos 2.400 vatiosxhora por día. Un ser humano vivo, en promedio, es como tener una bombilla de 100 vatios encendida permanentemente.

El mono desnudo es incontestablemente sostenible y ha sido evidentemente perdurable como especie. Y se mantuvo como tal muy estable en el número total de individuos, de muy pocos millones, que poblaron el planeta entre dos y tres millones de años.

En este estadio, el hombre permaneció desde que se le considera como tal en el proceso de la evolución, durante todo ese largo periodo de tiempo, sin producir cambios visibles en el medio natural, demostrando de paso su gran capacidad de supervivencia. Esa puede ser perfectamente una descripción bíblica del Paraíso Terrenal, en el que la Naturaleza proveía y el ser humana vivía sobre ella, pasaba sin tocarla ni mancharla.

Imagen 5 Adan y Eva

El fuego

Prometeo robó el fuego a los dioses hace unos 300 ó 500.000 años, al decir de los antropólogos y los hombres accedieron y aprovecharon por primera vez sistemas energéticos externos y diferentes de los del funcionamiento de su propio organismo. Los antropólogos tasaron esta primera apropiación extra de energía en unos 50-80 vatios por persona, adicionales a los 100 vatios de potencia promedio de su propio metabolismo.

Imagen 6 Prometeo robando el fuego

El primer castigo que impusieron los dioses a los seres humanos hizo que se les cayese el pelo, en el doble sentido de la palabra. Esto en el sentido antropológico. En el sentido mítico, los griegos dicen que Zeus castigó este atrevimiento encadenando a Prometeo a una roca, donde un águila le comía constantemente las entrañas. El mito bíblico nos decía que éste salto se pagaba con la expulsión del paraíso.

Imagen 7 El águila comiendo las entrañass a PrometeoImagen 8 Adan y Eva expulsados del Paraíso

Pero la imagen más poderosa de este castigo al atrevimiento humano es la que Dios inflige al hombre (en realidad se inflige el hombre a sí mismo) al verse obligado, por primera vez, a ganar el pan con el sudor de la frente. He aquí una buena representación del falso mito del progreso humano.

El hombre ya estaba empero cegado con su nuevo y flamante poder, que le permitía conquistar latitudes más septentrionales y frías, con el fuego como compañeros de viaje. Así permaneció este medio millón de años, también aparentemente sin dañar excesiva o de forma apreciable el medio. Pero esta mayor capacidad de apropiación de recursos energéticos permitió aumentar su población a varias decenas de millones de ejemplares.

La agricultura y la ganadería

El siguiente salto cualitativo en la apropiación de los recursos energéticos exosomáticos, se produce apenas hace entre 8 y 10.000 años, cuando el ser humano sistematiza el cultivo de plantas, dando comienzo a la agricultura y casi al mismo tiempo, domestica los animales. La valoración que hacen los antropólogos de esta nueva dieta energética, convierte al agricultor primitivo en una máquina de unos 300 vatios de potencia promedio equivalente. Esta habilidad para exprimir mejor los recursos naturales, de apropiarse de ellos con mayor fruición e intensidad, también consigue multiplicar su población alrededor del centenar de millones de individuos, a cambio de empezar a modificar ya de forma ligeramente apreciable algunos entornos limitados y colonizar más territorios.

Este proceso ve progresos en la capacidad de construir artefactos mecánicos cada vez más perfeccionados. La selección de especies animales y vegetales de mayor rendimiento; Imagen 10 Rebaño de Ovejas
el perfeccionamiento de los navíos que permite acceder a continentes lejanos, la invención de la pólvora, las armas de fuego
Imagen 13 Barco de vela en combate
y la potenciación de la esclavitud o la intensificación del uso de metales y aleaciones diversas,
Imagen 11. Barco negrero con esclavosImagen 12 Una fundición
permite saltar y colocar a ciertas sociedades europeas ,en el nivel de los 500 vatios de potencia promedio por persona, en las culturas dominantes, hacia el comienzo de la era moderna; estadio de apropiación de recursos que coincide con la llegada a América de los europeos. La especie salta hasta varios cientos de millones de ejemplares, coloniza gran parte del globo terráqueo (Non Plus Ultra!), dibuja monocultivos en grandes superficies y se ve capaz de transportar determinados bienes a miles de kilómetros, aunque sea a vela.
Imagen 30 Un hombre agrícola 5 monos desnudos
El hombre agrícola avanzado ya consume como cinco monos desnudos.

La era de los motores y los robots.

Y en estas llega James Watt e inventa la máquina de vapor que se mueve con leña o carbón.
Imagen 14 James WattImagen 15 Máquina de vapor
Se produce, literalmente, una explosión en el consumo de energía y de apropiación de los recursos. El expolio de los recursos naturales es de tal calibre, que lo que da de sí la biosfera, ese maravilloso manto fértil bidimensional de la superficie de la tierra, no alcanza para saciar el hambre energética de las máquinas que creímos al servicio del hombre. Inglaterra ve cómo sus bosques desaparecen como por encanto y varios países europeos abren enormes calveros en los suyos.

Imagen 16 grabado sobre deforestación

El hombre redescubre la tercera dimensión perforando la corteza terrestre a cada vez más considerable profundidad. Se lanza a extraer de la litosfera, de las profundidades de la tierra, lo que la biosfera ya le empieza a negar en superficie. Comienza con el carbón, que empareja muy bien con las máquinas de vapor.
Imagen 31 intensidad extractiva minera
La Alemania de finales del siglo XIX y principios del XX, avanzada de la mecanización en el siglo de las luces, llega a alcanzar la enorme cifra de los 3.000 vatios per capita. Ese es el nivel aproximado promedio del consumo mundial de energía en esta primera década del siglo XXI.

Cada homo industrialis ya consume como treinta homo sapiens. Su habilidad en la apropiación de recursos energéticos con los que transformar el medio, le permite alcanzar el umbral de los mil millones de habitantes en el globo, a comienzos del siglo XX.
Imagen 32 Homo ndustrialis
Los combustibles líquidos. El petróleo y sus derivados

Muy poco después Otto y Diesel inventan los motores de explosión, que se mueven quemando combustibles líquidos. La producción en cadena; la cadena de montaje es el penúltimo impulso a la capacidad de transformar la naturaleza en provecho propio.

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