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Archive for Janeiro, 2012

O Negacionismo da Esquerda e o 11 de Setembro

por August West

“No centro desta incomum reacção da esquerda está a negação. Inúmeros activistas encararam as questões, pensaram um bocadinho nas respostas, e recuaram horrorizados perante as implicações das mesmas. Se o governo teve conhecimento prévio e deixou que os ataques acontecessem, ou pior, se tomou parte activa na execução desses ataques, isso significa que o estado americano é muito mais perverso do que eles podiam ter imaginado. E assim sendo, o que teria acontecido a quem o divulgasse?
Escusado é dizer, isto obrigaria a uma projecção da acção política muito para além do nível relativamente superficial a que muitos esquerdistas operam. Deixariam de poder continuar a viver como até aí, como um espectador cuja vida passa essencialmente por trabalhar/comprar/entreter-se, com a ocasional manifestação, leitura ou filme para apimentar as coisas e fornecer uma sensação de envolvimento político. Estas pessoas, e mesmo outras mais regularmente empenhadas em reformas políticas, deixariam de poder acreditar na possibilidade de mudar para melhor a situação política através de pequenos passos, num plano a 100 ou mesmo 500 anos. Esta perspectiva é absolutamente perturbadora, e é mais fácil lidar com ela mediante uma total negação.

Por baixo das motivações inconscientes encontram-se também algumas agendas ocultas. Aqueles que na esquerda deram o seu “apoio crítico” a uma “resposta limitada” de teor militar [no Afeganistão e no Iraque] não quererão de modo algum ver exposta a sua bancarrota política. Mas mesmo a maioria dos que se opõem à guerra, acolheram a ideia de que os EUA foram atacados por um inimigo perverso. Para alguns, isto representa uma oportunidade para promoverem a sua abordagem moralista: respondamos duma forma moral e não-militar. Outros, como Chomsky, Michael Albert, Howard Zinn e Alex Cockburn, limitaram-se à tese do efeito bumerangue: este horrível ataque aconteceu porque a América se tem portado muito mal, não nos deu ouvidos (marotos, marotos!), e o melhor é começar a mudar as suas políticas (como se um império pudesse ser governado com meiguice!).”

Retirado daqui

(Um post carinhosamente dedicado aos nossos blogues de esquerda de mais categoria: Cinco Dias e Arrastão)

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Sobre o National Defense Authorization Act, assinado há duas semanas. Aqui. Aqui. Ou mesmo aqui e aqui

(Actualização)
Em poucas palavras, o que Obama fez foi aprovar a Lei Marcial nos EUA, que permite a detenção por tempo tempo indefinido e sem acusação de qualquer pessoa que o presidente considere suspeita de apoiar organizações “hostis” aos Estados Unidos, o mesmo é dizer, ao governo dos EUA. Na prática, está suspensa a garantia constitucional e legal a que o direito chama “habeas corpus”. Seria de pensar que uma medida legislativa desta gravidade estivesse nas capas de todos os jornais. Mas não, a ponto de até o Guardian considerar o facto chocante.

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