Achaques e Remoques

Não é que tenha grande importância,

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mas porque a verdade é bonita e até numa sala de tribunal se deve dizer, serve o presente post para refutar os delírios de um jornalista brasileiro, que aqui dá largas à sua torpe imaginação tropical sobre mim.

Eu nunca me encontrei com nenhum jornalista brasileiro em café nenhum de Portugal, sendo por isso um exagero a sua afirmação de que “nos encontrámos várias vezes” no “Café do Cais” (?), Porto.  Diz o cronista que fuma cachimbo, e não me custa imaginar que substâncias alucinogéneas entrarão na sua dieta de fumador, pelo menos a avaliar pelo teor dos seus desvarios. Não, nunca vivi em Lisboa, não é verdade (infelizmente) que viaje muito, e só por confusão com os seus próprios gostos é que o jornalista poderá ter dito que eu “aprecio Rubem Fonseca, Gullar, Sebastião Nunes”, que nunca li e que para mim tanto podem ser escritores como futebolistas do Fluminense. Lamento ainda que ele me dê como bebedor de cerveja, que além de não coincidir com a verdade pouco contribui para me prestigiar o gosto (custava muito, cara, ter-me inventado uma inclinação para o conhaque, ou para o Campari?), mas dou graças a Deus por não me ter pintado de laçarote à B. Bastos, piercing na pálpebra esquerda, Mallarmé tatuado no antebraço e cachimbo idêntico ao que, supostamente, comporá a pose do dito efabulador. Menos-mal.

Mas nem tudo é mentira no textinho do homem. Os “comentários” reproduzidos entre aspas são meus, sim senhor. O que o jornalista não quis confessar foi que os recolheu via email, na sequência de umas perguntas que houve por bem enviar-me (há uns dois ou três anos), e às quais não vi mal (ó inocência!) em responder.

Resta dizer que o texto introdutório aos ditos “comentários” é plagiado da crítica publicada por Hugo Pinto Santos neste  sítio (cujo nome, misteriosamente, é igual ao da página brasileira), e que a atribuição de uma das suas frases a Teolinda Gersão  me parece de um humorismo quase genial.

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