Para o Diogo
Na primeira fila, de caderno na mão e olhar distanciado, à espera do grande estouro, ou do último gemido (para evocar a alternativa eliotiana), e raios partam a vida, mas é assim, não há nada a fazer, lamentavelmente, e contra o que possam afirmar os empresários da esperança, que afinal são pagos para animar as bancadas e por isso não contam, e quanto ao resto, estamos no tempo das laranjas, por exemplo, e é a isso que temos de nos agarrar, às inocentes laranjas, que perfumam os dedos e quase substituem o sol num dia frio e chuvoso como o nosso. É pouco? Talvez. Mas é melhor do que passar o tempo todo a respirar por uma palhinha (certificada, claro, pela asae) e a cabeça enfiada numa selha de merda, não?
08/11/2011 por JMS
Como disse uma mulher que sabe pensar bem: “Resta-nos a arte e o amor”
Pois. Mas é pouco, Sara, muito pouco. E nem esse pouco é certo, e muito menos grátis…